Muitas pessoas veem no esporte a chance de superar limitações e mostrar que são capazes de grandes feitos. Por isso, a prática esportiva é tida como um espaço democrático e de inclusão social, principalmente para paratletas que, quando competem, não precisam sentir qualquer desconforto por suas deficiências.


O jovem escocês Simon Jameson, de 27 anos, é portador de uma doença degenerativa e rara chamada Distrofia Muscular de Duchenne (DMD), que limita o movimento do seu corpo e o prende a uma cadeira de rodas.


No entanto, essa condição não o restringe de fazer o que gosta. Foi na prática do Airsoft que ele encontrou uma razão para viver e combater, como no campo de batalha, a doença pessoal.


Atividade em ascensão nos últimos anos, o Airsoft não impõe limitações e ainda promove a inclusão social, pois se trata de um esporte coletivo, de companheirismo e em que todos são valorizados.


E se engana quem acha que ele é um alvo fácil. Quando o jovem entra no campo de combate ele se torna "The Tank", O Tanque, na livre tradução, uma referência ao tanque de guerra, já que ele pratica o esporte motorizado na cadeira de rodas e distribuindo muitos tiros com duas armas adaptadas para o jogo.


"Na sociedade normal, eu sou visto como um cara com deficiência que provavelmente não tem nada entre as orelhas, mas lá fora eu sou visto como um combatente digno", disse. “A coisa sobre o Airsoft é que todos são iguais. Eu sinto que o Airsoft é o único lugar que eu vivo, o único lugar que eu existo. Isso é um pouco áspero, mas é a verdade para mim”, completa Jameson.


Mas não para por aí, a nova motivação do escocês está na arrecadação de fundos para construir uma nova versão do seu tanque, o Tank II, e seguir a sua batalha no Airsoft.


Acompanhe o documentário produzido pela produtora irlandesa Taller Stories, que fala sobre luta de Jameson contra a distrofia.